Copyright 2016 Marcos Aurélio da Silva Costa
Fortaleza-Ceará-Brasil
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Minhas mãos escrevem poesia em seu corpo e magia em sua alma. A minha literatura é pura, tão cristalina em sua proposta e aventura: desenhar apoteoses para que outras mulheres sonhem e busquem o prazer, o gozo, o amor e a liberdade de serem felizes.
Nada acontece por acaso. Venho hoje tocar seus lábios com os meus e fazê-la desejar esses instantes de sinceras e ousadas carícias que percorrem tua pele, teus peitos, tuas costas, tuas pernas, tuas frutas mais cálidas e saborosas.
Venha fazer arte comigo, querida e amada!
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Decidi analisar e avaliar a evolução do cinema brasileiro em geral nos meados de 2004. Comprei, aluguei e assisti vários DVDs, recorri a sites de vídeos compartilhados na Internet, adquiri revistas e matérias sobre o assunto, conversei com cinéfilos e alguns diretores, enfim, procurei conhecer o máximo que eu podia. Este trabalho durou até novembro de 2006 e foi mais uma diversão de um "arqueólogo da sétima arte" do que um estudo realmente profundo e sério que visasse um prêmio ou a apresentação de uma pesquisa que resultasse num livro.
Numa tarde de julho, sábado tranquilo na minha rua no bairro Montese, depois de assistir Paranoia e Fogo Morto, lançados em 1976, desliguei a tv e o aparelho de dvd, pois estava meio cansado da maratona dos filmes.
Pela manhã, assistira O Trapalhão no Planalto dos Macacos. A natureza presente em cenas do filme lembrou a Fortaleza antiga da minha infância e adolescência, nos anos 70 e 80: poucos edifícios, muitas árvores e a maioria das praias quase sem barracas ou construções que impedissem a vista e a apreciação do mar e das dunas.
Agora, algumas lembranças do passado retornam, mas concentram-se no ano de 1996. Um rosto surgiu e um suspiro escapou de mim. Desejo sincero e louco de poder deitar com aquela loira novamente, sentir seu peso sobre mim enquanto ela cavalgava e saborear sua língua na hora do gozo. Quando deitava finalmente sobre mim, satisfeita com a transa, sua respiração aquecia meu peito e seu hálito cheiroso chegava as minhas narinas. Erguia sua cabeça, olhava em seus olhos e falava com minha voz rouca:
- Eu te amo, Aline.
(continua...)
(continua...)

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