Copyright 1990 Marcos Aurélio da Silva Costa
Todos os direitos reservados
Isadora
A Deusa, a Senhora, a Mulher, a Luz da minha vida.
Aquela que me domina pela paz, que me acalma pelo amor, que me seduz pela ternura.
Antes das civilizações que a História julga serem as primeiras surgidas na Terra, devemos ter vivido dias intensos e noites ardentes. Não importa o nome, a raça, o lugar, a época, o motivo - a força da nossa ligação era, é e será imensa. Eternamente.
1
Aquele modo de demonstrar meu interesse único por ela em determinados momentos - sutil, instigante, carinhoso, cheio de atitude e força -, sempre deixa Isadora a um passo da entrega: seus olhos fagulham e suas mãos se declaram em carícias ousadas antes de começarmos a tirar nossas roupas. Jeito ariano de amar e dominar, que aceita sem reservas o domínio do homem se compartilhado com maestria no sofá, na cama, na areia do mar ou na relva do campo. Se o macho lhe der confiança e espaço, toda mulher é capaz de loucuras e epopeias para agradar a si própria e a seu homem.
Atleta do sexo, Isadora adora que eu abuse das preliminares e faça carícias extravagantes com meus dedos, lábios e minha língua enquanto ela mesma realiza peripécias angelicais e demoníacas em meu corpo com seus dentes, dedos e lábios, suas mãos, língua e saliva.
Mordiscados, lambidas, chupadas, gemidos, salivadas, sussurros, beijos, gritos, abraços, balanço, remelexos, sacanagens ao pé do ouvido, mexidas, socadas, rodízio de posições, clímax, gozo e sorrisos de gratidão e satisfação - tudo isso e muito mais acontece. Em certas ocasiões, basta puxar seus cabelos daquele jeitinho que toda ariana gosta e falar baixinho: quero te devorar, comer e beber, te fazer gemer, gritar e gozar, cachorra. Ela me agarra pelo braço, cola seu corpo ao meu e aperta-me enquanto sua boca já procura sofregamente a minha numa declaração simultânea de rendição e dominação. Como não amar uma ariana?
2
Palavras safadas de amor na fogueira da sensualidade fazem Isadora variar do sexo light, com mais delicadeza e amor para uma transa mais selvagem, louca, de tremer a cama, incendiar os corpos e encharcar os lençóis. A rotina não combina com esta mulher se as coisas permanecem nos mesmos cenário e script. Fazer amor, sim, sempre, se possível, mas procure criar novas possibilidades para que a deusa se manifeste gloriosa e plenamente, revelação sincera da beleza e do prazer infindos que toda mulher possui e é.
Doce, meiga, tranquila, comportadinha... Até que você toque do modo certo no ponto certo... e no momento certo. Se acender o fogo, ela só vai se contentar se houver um artista devorador e carinhoso nas preliminares, no sexo oral, nas mordidinhas, nos arranhões, nas palavras safadas ao pé do ouvido, no balanço Elvis Presley ao entrar e sair, na pegada mais firme quando próxima do auge, na cumplicidade durante o gozo e na atenção completa após o orgasmo.
(continua)
3
No início de 2002, compramos um livro que nos chamou a atenção: a obra afirmava que era possível ter muito prazer no sexo sem ejacular. Aquilo foi um desafio para nós e uma arriscada aposta. O tempo mostrou que nossos esforços valeram a pena,
Depois, descobrimos outro livro sobre Tantra, no qual distinguia-se o branco do negro.
Copyright 1990 Marcos Aurélio da Silva Costa

Nenhum comentário:
Postar um comentário